O TELÉGRAFO E A CRIPTOGRAFIA
Na realidade, o aspecto mais importante quando se fala de Morse não é o código e sim a possibilidade de transmitir informações à distância. Através dos fios correm sinais elétricos que, devidamente concatenados, representam mensagens. Para que estas mensagens possam ser transmitidas e recebidas existem muitas fatores envolvidos: o remetente (que nem sempre gostaria que sua mensagem se tornasse pública), o funcionário do telégrafo que irá transmitir a mensagem (e, por isso mesmo, acaba conhecendo o conteúdo da mesma), os fios de transmissão (que podem servir para terceiros interceptarem as mensagens), o funcionário do telégrafo que recebe e decodifica a mensagem (e que também toma conhecimento do conteúdo) e, finalmente, o destinatário.
Como o serviço de telégrafo atingiu uma boa parcela da população civil, a vontade ou a necessidade de esconder o conteúdo de mensagens acabou envolvendo pessoas que normalmente não teriam tido este tipo de interesse. A criptografia começou a sair do âmbito diplomático e militar e "caiu no gosto do povo". Interesses comerciais e triviais começaram a concorrer com interesses de estado. Assim, um artista iniciava uma nova era na história da criptologia.
É claro que Morse não tinha idéia da revolução que estava desencadeando...
Escrito por DESBRAVADOR JACKSON às 09h54
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